Descasos com a Unidade Palmeira dos Índios


    


     A Universidade Federal de Alagoas - Unidade Educacional de Palmeira dos Índios, tem passado por dificuldades desde seu surgimento (2006) quando puseram em prática o projeto para termos a unidade nessa cidade. Embora com problemas e divergência de opiniões, os estudantes não se deram por satisfeitos assistindo aulas no território destinado ao corpo de bombeiros de Palmeira dos Índios e conseguindo um prédio menor no qual as obras nunca foram finalizadas. Nas falas dos psicólogos das primeiras turmas formadas na referida unidade, sempre encontramos passagens que relembram suas lutas, nos dizendo que não devemos ficar satisfeitos só com o que nos foi oferecido. Nós merecemos mais, merecemos uma estrutura em boas condições, reconhecimento e não apenas visitas de superiores que dizem que as coisas vão melhorar, nós queremos que melhorem, agora! Não paramos no tempo!

       Quando perguntamos sobre a universidade não são poucos os que dizem que não se sentem pertencentes ao local. Passamos a maior parte do dia em um lugar que não é nosso, um lugar em que não nos sentimos confortáveis. Algumas pessoas ao nosso redor já parecem estar acostumadas, embora reclamem de situações como: faltas de água, rachaduras e uma universidade que os moradores da comunidade desconhecem e consideram um prédio abandonado. Mas você realmente acha que essas condições são aceitáveis? Elas não são, não estão nos fazendo um favor. Não devemos aceitar ser um grupo de pessoas jogadas em um espaço mal-acabado, com projetos empurrados com a barriga. Devemos fazer o nosso melhor todos os dias e perceber que podemos mais.

   A Unidade vai completar doze anos, os estudantes passam aqui 8 ou 10 períodos, no mínimo, são quatro ou cinco anos das nossas vidas... Tendo em vista tanto tempo, as coisas já deveriam ter mudado, entretanto, parece que não estão preocupados em terminar o prédio, em nos garantir água potável ou um espaço que não está cercado por um matagal. Este ambiente sem dúvidas seria melhor utilizado transformado em espaços de convivência, pois quando não estamos em aula não sabemos para onde ir. Eles estão gastando seu tempo enchendo nossas barrigas de promessas, falando que as coisas irão melhorar.

    Você acha que ainda estamos em tempo de esperar que eles façam algo por boa vontade?

Materia: 
Editora: Júlia Silva/Editora-chefe: Haida Ramalho 


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3 comentários:

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  2. Uma reflexão sem dúvidas necessária. A luta por melhorias na infraestrutura da unidade deve encabeçar as pautas do movimento estudantil local. No entanto, a matéria se equivoca aqui "e não apenas visitas de superiores que dizem que as coisas vão melhorar", pois nem isso acontece, pelo menos no tempo que eu estou na unidade, nunca vi uma visita da direção do campus, e nem pra pedir nosso voto, nas últimas eleições pra direção do campus, a diretora pisou na unidade. É preciso que o ME da unidade fomente mais ações diretas, é ir até a sede do campus, ocupar a direção do mesmo, e só sair de lá quando assinarem um processo de licitação pra construir ao menos 1 item do plano diretor da unidade.

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