50 anos de maio de 1968: o que restou da utopia?




     Nos dias 07, 08 e 09 de maio aconteceu, na unidade da UFAL de Palmeira dos Índios, o evento intitulado “50 anos de maio de 1968: o que restou da utopia?”, organizado pelo projeto de pesquisa e extensão Cultura em Movimento, que tem como coordenador o prof. Dr. Mayk Andreele do Nascimento.

   Na segunda-feira, 07, foi ministrada pela manhã a palestra: “1968 e o ano que não acabou”, com o professor de História e mestre em Educação pela UFPB José Ronaldo, debatendo os protestos estudantis ocorridos na França, os motivos que desencadearam tais movimentos e a repercussão mundial, especialmente no Brasil. 




   À tarde, iniciou a oficina de Teatro, Juventude e Rebeldia, mediada pela doutoranda em mediações culturais da Escola de Comunicação da UFRJ, Bruna Távora, e pelo ator e mestrando em cinema da UFS, Gladson Junior. Expressões corporais, imaginação, criatividade, utilização do espaço e interação de grupo foram algumas das atividades desenvolvidas junto com estudantes de psicologia, serviço social e também de não discentes da Unidade. Ao mesmo tempo acontecia a roda de conversa “Quando as ideias voltam a ser perigosas...”: Anarquismo e Socialismo em tempos de revolta, com o estudante de História e militante da Federação Anarquista Palmares, Hermes Rodrigues.



   Continuando na terça-feira com “Café, poesia e prosa: conversas sobre arte, poesia marginal e transgressão”, mediada pela prof. Dra. Márcia Félix, da UFRPE, e uma recitação poética do grupo Literânima, do campus Garanhuns da Universidade, fundado em 2011. Além da equipe, estudantes e professores da Unidade escolheram e recitaram poemas de autores e temas distintos. A tarde prosseguiu com a oficina de teatro e a mostra de cinema e subversão, com o filme “Aconteceu em Woodstock”, direção de Ang Lee e Emile Hirsch.





   Às 10h da quarta-feira houve mais uma mostra de cinema, desta vez com o filme Evoé, de Elaine César e Tadeu Jungle, apresentando depoimentos e imagens históricas do diretor, ator e dramaturgo José Celso Martinez Corrêa.

   À tarde, a roda de conversa “Caminhos do Feminismo: Coletivos Feministas de Alagoas” prosseguiu com a participação de Lorraine Marie (Coletivo Articulação Feminista do Agreste), Sandra Sena (Coletivo Anti-proibicionista de Alagoas), Simone Lopes (Coletivo Macambira) e do Coletivo Maria Mariá, de Palmeira dos Índios. Na ocasião, foram debatidos dados sobre educação, política, trabalho e o espaço das mulheres no estado de Alagoas.



   Como resultado da oficina de teatro, uma breve apresentação sobre unidade, criação e liberdade sucedeu o debate, seguido da dramatização de Alvandy Frazão sobre resistência e trajetória da população negra. Saraus, shows e performances encerraram a noite com apresentações de Jany Li e da estudante de psicologia Naty Barros, que cantaram letras de Rap; além de abertura do espaço para recitação de poemas.


(Teatro) 


(Alvandy Frazão em "Mingua" )






Matéria: 
Reporter: Lucas Nunes/ Editor: Emerson Victor/  Revisor: Ivanildo Nunes / Editora-Chefe: Haída Ramalho
Fotógrafa: Lília Maria/ Fotógrafo colaborador: Roberto Albuquerque


Acesse nosso blog para ter acesso a outras matérias:  ( clique aqui )

0 comentários:

Postar um comentário