Outras Notícias

Mais notícias

A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO E DA PRODUÇÃO ACADÊMICA NA UNIVERSIDADE

A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO E DA PRODUÇÃO ACADÊMICA NA UNIVERSIDADE


Espera... tem certificado?

    Em sua jornada acadêmica o universitário precisa cumprir uma carga horária previamente determinada que se refere, além da carga horária das disciplinas fixas, eletivas, de estágio e do TCC, a uma carga horária flexível e de extensão. Essa carga horária flexível e de extensão universitária é somada tanto com projetos de pesquisa e extensão quanto com a participação e apresentação em eventos científicos e outras atividades acadêmicas internas ou externas.

   Mais do que a aquisição de certificados e cumprimento de carga horária, a participação em atividades extra universitárias é extremamente importante e proporciona uma gama de experiências que raramente poderiam ser vividas apenas nas práticas obrigatórias da universidade. Participar de eventos, além de possibilitar a ampliação da rede de contatos com pessoas que compartilham da mesma área de interesse e conhecimento, proporciona ao acadêmico novos saberes e trocas que ocorrem de maneira mais dinâmica e prática, facilitando assim o processo de aprendizagem.

    A experiência pode ser ainda mais enriquecedora com a produção e apresentação de trabalhos acadêmicos. Ao produzir e ter a oportunidade de apresentar trabalhos, o conhecimento aumenta ainda mais por ser compartilhado, promove a troca de saberes e contato, onde há contribuição ao apresentar sua produção e aprendizado com o retorno recebido.

  Além da participação e da apresentação em eventos científicos, existem diversas outras possibilidades de atividades extra universitárias, como, por exemplo, fazer parte da comissão organizadora de eventos internos ou externos, grupos de estudo, monitoria, apoio, PET, Centro Acadêmico e outros. Algumas dessas atividades podem requerer um processo seletivo que poderá ser uma análise do histórico, prova, carta de intenção, entrevista, dados pessoais com o número de matrícula ou mesmo tudo isso, vai depender do tipo de atividade e da instituição idealizadora.

   Diante de todas essas possibilidades e do ganho de experiências não apenas acadêmicas e profissionais, mas especialmente pessoais, a carga horária e a certificação se tornam consequência. Visar tal crescimento fará com que o cumprimento da carga horária se dê rápido e naturalmente, sem qualquer desespero na reta final do curso.

     Por fim, se você já está na ativa com atividades extra universitárias, bom, mas se ainda não está, não há problema – apenas se você continuar estagnado –, pois existem muitas atividades à disposição. Se você tem interesse e precisa de orientação, converse com algum professor, busque informações. Não deixe para última hora! Participe, produza, seja um agente ativo nos espaços que ocupa e seja agraciado com novas experiências, trocas e saberes.

Segue abaixo alguns exemplos de apresentações e atividades exercidas por alunos de Psicologia da
nossa Unidade:


Náira Carmo
Tema: A Saúde Mental em Pauta no Meio Judicial: Plantão Psicológico na Defensoria Pública
(Congresso Internacional de Direito Público dos Direitos Humanos)




Rodrigues Cavalcante
Tema: O Papel do Psicólogo Sobre a Óptica de Profissionais da Rede Pública de Educação de Arapiraca
(2º Congresso Alagoano de Saúde Mental e 4º Simpósio Alagoano de Saúde Mental)

                                              

                                          
                                            
Lidiane Oliveira
Tema: Psicologia Escolar: Um Apanhado Histórico Sobre A Representação Social Do Psicólogo Nas Instituições Com Base Na Realidade Do Ensino Fundamental No Agreste Alagoano

(70ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência)














Handryelly Lima
Tema: Sofrimento Psíquico em Refugiados de Guerra Sírios Exilados no Brasil
(2º Congresso Alagoano de Saúde Mental e 4º Simpósio Alagoano de Saúde Mental)












Jaqueline Cesário
Tema: O Papel do Psicólogo Sobre a Óptica de Profissionais da Rede Pública de Educação de Arapiraca
(Dia do Psicólogo)





Liliane Santos
Tema: Juventude Em Cena: Relato De Experiência Sobre Movimento Estudantil Secundarista
(70ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência)







Jade Alves
Minicurso: Produção de Subjetividade no Âmbito da Alteridade
(Universidade Federal de Alagoas)




Liliane e Hemile
Tema: Super Outro e a Superação do Eu: Diálogos entre Cinema e Filosofia

(Universidade Federal da Paraíba)








                                                                             ⧫⧫⧫⧫⧫⧫⧫⧫⧫

Centro Acadêmico Silvia Lane
Gestão “Por uma Universidade Popular”



Psico Risos: uma proposta de humanização no setor pediátrico
Projeto de Extensão


Matéria: 
Repórter/escritora:  Handryelly Lima. 6º período/Editora: Elys Lavínia. 6º período/Revisor: Lucas Rodrigues, 4º período/Editora-chefe: Haída Ramalho, 6º período/Org, no blog e postagem: Lívia Monielly, 8º período.



VOCÊ VAI DESISTIR MESMO? Leia isso.



Jovens vão e vem todos os dias de suas cidades para Palmeira dos Índios, cidade esta que muitos alunos não conhecem nem o centro, a não ser graças a alguns professores que fizeram alguns projetos no centro da cidade. Mas o que faz todos os dias os alunos irem e virem a essa cidade? O que essa cidade tem de especial? Essa cidade tem um curso, cujo é sonho de muitos, um curso chamado Psicologia.

Dentre os diversos defeitos da universidade, por vezes sem água, por vezes sem micro-ondas, há um sonho que juntou pessoas de diversas cidades e estados: ser um profissional de psicologia. Esse texto pode acabar parecendo autoajuda, mas minha intenção não foi essa, minha intenção é fazer com que você se lembre dos motivos que te trouxeram até aqui, a espera cerca de um ano, a ansiedade para chegar os primeiros dias de aula. A alegria ao ver seu nome naquela lista de aprovados.

Quantas vezes você já pensou em desistir nas primeiras dificuldades? Existem disciplinas a qual mal nos identificamos e que talvez nem vamos segui-las, mas existem objetivos e sonhos que vão além dessas dificuldades. O que te move todos os dias a acordar de madrugada, acordar cedo e se locomover até a universidade? São os sonhos que nos movem, são os sonhos de ser um profissional de sucesso, alguns de ganhar muito dinheiro, outros de ajudar a acontecerem transformações sociais através da criação de novos saberes, seja qual for o seu sonho, é necessário sofrimento para que valha a pena os objetivos já alcançados. Já dizia Viktor Emil Frankl, citando Nietzsche: “Quem tem um por que pelo qual viver pode suportar quase qualquer como”. Viktor Frankl, com sua abordagem, a logoterapia, nos faz refletir o quanto o sofrimento pode nos fortalecer e fazer de nós pessoas mais fortes que não desistem na primeira pedra do caminho.

Não te digo para ser passível diante dos sofrimentos e não questionar os defeitos – e muitos, que a universidade tem –, mas te digo para saber fazer dessas pedras uma escada que vai te fazer alcançar cada sonho seu, desde o sucesso profissional, ao reconhecimento, até a atuação como profissional de psicologia.

Reflita bem antes de pensar em desistir! Pense no caminho que você já percorreu e pense nos seus objetivos, pense aonde você quer chegar, pense nas suas metas, sonhe com o futuro, pois repito: São os sonhos que nos movem! São os sonhos que nos fazem chegar até nossos objetivos!  Tenha um sentido para sua vida e tudo mais serão detalhes. Abraços.


Matéria:
Escrita; Lucas Rodrigues Santos, 4° período de Psicologia - UFAL Palmeira dos índios
Postagem: Lívia Monielly, 8º período de Psicologia - UFAL Palmeira dos índios


Como foi nosso I Encontro Estudantil de Psicologia?




No dia 24 de agosto de 2018, na Unidade Palmeira dos Índios da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), houve o Encontro Estudantil do curso de Psicologia. Estavam presentes integrantes do Centro Acadêmico, demais discentes e palestrantes.





       No primeiro momento, o Prof. Me. Vicente José Barreto mediou a mesa redonda “O Sujeito, Subjetividade e o Processo de Transformação”, falando sobre a Vida e o Cotidiano do homem no trabalho e outras relações sociais.


Na sequência, quatro GTs (Grupos de Trabalhos) foram apresentados ao mesmo tempo em diferentes espaços da Unidade, iniciando às 10h30 e finalizando às 12h. O primeiro, intitulado “Quais os nossos princípios e finalidades?”; o GT “Quem me representa e como me representa?”; “Delimitando Funções” e o último, “Quais as etapas de funcionamento?”. 

Todos discutiram a importância de um Centro de Acadêmico, quais suas funções, quem o compõe, limitações e autonomia, bem como propuseram mudanças no atual estatuto.


 

À tarde, deu início a oficina “Laboratório de Esquizodrama: O Corpo em Movimento Estudantil” com a psicoterapeuta, esquizodramista e esquizoanalista Julia Minossi Munhoz. Na ocasião, os estudantes puderam mostrar, através de pintura, expressões corporais e dramatizações, como se sentem e veem a rotina da vida acadêmica.
Paralelamente, ocorriam as Rodas de Conversa “Experiências Pedagógicas frente ao avanço do Conservadorismo”, com os mediadores Flora Sousa Pidner, Luiz Domingos do Nascimento e Edneide Ferreira Leite, do Instituto Federal de Alagoas; e “Movimento Estudantil: Memória e Atuação Política na Psicologia”.
O encerramento do evento se deu com uma Assembleia, em que os Grupos de Trabalho anteriormente apresentados se reuniram e discutiram as propostas de alterações no estatuto. As propostas foram votadas, aceitas pela maioria e serão reavaliadas em posterior Assembleia Geral.

Matéria: 
Repórter: Lucas Nunes/Editor: Emerson Victor/Editora-chefe: Haída Ramalho/
Fotógrafa: Letícia Guerra/Postagem e organização da matéria no blog: Lívia Monielly  


II Encontro Interdisciplinar do Semiárido Alagoano




         O Primeiro Momento
                           Lucas Rodrigues Santos

A primeira mesa começou às 08:30h e teve como tema “Educação no campo: abrindo cercas e construindo novos caminhos”. A mesa foi composta pelo professor Lucas Pereira (Psicólogo, Mestrado em educação brasileira), Priscilla (licenciatura em matemática), Mayra Queiroz (professora da UFAL, mestra em Serviço Social). Priscilla começou sua fala agradecendo o convite e destacou que o contexto onde a escola está inserido é muito importante e que é preciso desconstruir o conceito de que escola do campo é pior que escola da zona urbana. Disse também que é necessário que a educação seja contextualizada, é preciso que o filho do campo saiba que seu pai que trabalha na roça é também importante. Afirmou que o saber popular é muito importante e que, junto com o conhecimento científico, só tende a enriquecer mais o próprio conhecimento.

Após a fala de Priscilla, o professor Lucas tomou a palavra e afirmou que a ideologia de que o rural é o atrasado e o urbano é o moderno sempre foi propagada pelas escolas urbanas, gerando estranheza entre os alunos. As escolas do campo, segundo o professor, seriam aquelas situadas em áreas rurais ou aquelas situadas em áreas urbanas e que atendem predominantemente a população rural. Citou a importância de Paulo Freire em A Pedagogia do Oprimido para entender a educação como práticas da liberdade

Em seguida, Mayra Queiroz destacou a importância de entender Marx para compreender o papel da educação como aparelho ideológico do Estado, e como é possível ensinar diferente da vontade do burguês. Segundo ela, a pobreza começa a chegar na escola, então os alunos necessitam de merenda, pois a fome afeta a aprendizagem e por isso também acontecem as repetências. Disse ainda que tem aberto muitos novos cursos particulares e por incrível que pareça é a classe trabalhadora explorada que estuda e trabalha o dia todo para pagar os estudos, por isso muitos não conseguem nem concluir o curso.


Foi perguntado em seguida por um aluno acerca da questão da escola sem partido, e foi respondido que isso não é possível, mas é do interesse do capitalismo que isso ocorra para que não haja reflexão da classe desfavorecida.




Palestrantes da 1º mesa recebendo seus brindes por parte da organização do evento
(Foto/reprodução: Lília Maria)













O tema da segunda mesa foi “Práticas Inovadoras em Educação”, composta por Naira (monitora do NAC/ graduanda em psicologia na UFAL), Dayane Teles (Professora de Artes), e Juviniano Vanderley (Professor de matemática/ robótica EPIAL) que trouxe seus dois alunos José Gilson e José Genildo para apresentarem seu projeto.


   Naira começou falando do NAC (Núcleo de acessibilidade da UFAL) que foi criado em 2013 em Maceió e 2017 em Arapiraca, e quem recebe o serviço em Arapiraca são dois alunos; um de administração (surdo-cego) e um de física (paralisia cerebral severa). Os membros do NAC são apoiadores. Naira destacou os pontos positivos que são a união entre eles e a atenção com as necessidades dos estudantes necessitados. Os pontos negativos são a falta de sala e a falta de um computador acessível para o aluno. Disse ainda que poucos são os que se inscrevem para serem apoiadores ainda que ganhem bolsa para cumprirem essa tarefa. Naira destacou ainda o quanto a participação no NAC agregou valores e experiências positivas em sua vida

Em seguida a professora de Artes, Dayane Teles, mostrou sua inovação em sala de aula, dentre algumas: publicação dos escritos dos alunos fazendo com que se sintam valorizados; trabalho com música, pintura, escultura, cinema, entre outros; trabalho com fotografias com os alunos promovendo seus trabalhos; projetos de debates em aula; corais natalinos; espetáculos e vários outros projetos.

Após a fala da Dayane, o professor Juviniano tomou a palavra e apresentou seu trabalho em que mistura estudos com diversão agregando diversas áreas, tais como: Engenharia elétrica, Engenharia de programação, entre outros. Os dois alunos, José Gilson e José Genildo, apresentaram um projeto cuja intenção é ajudar um cadeirante da escola EPIAL. 

Eles desenvolveram um elevador que é acionado via bluetooth onde só o cadeirante teria acesso por meio do seu celular. Relataram que esse projeto ao ser desenvolvido poderia ser usado por empresas, disponibilizando apenas para alguns funcionários de determinados andares e fazendo com que os visitantes só vissem e pudessem ter acesso aos andares cujos botões estivessem no elevador, então os botões para andares específicos não estariam no elevador, sendo acessível apenas pelo celular.

Palestrantes da 2º mesa com seus brindes e respectivos certificados
(Foto/reprodução: Lília Maria)

  Assim acabaram as discussões do período da manhã. Foi uma manhã bem rica, cheia de novidades e reflexões sobre a educação no campo e sobre práticas inovadoras da educação que podem ser desenvolvidas por alunos com ajuda de profissionais.


     O Segundo Momento 
            Júlia Silva 

Além das mesas que, durante a manhã, compuseram uma ótima discussão acerca de Educação e Práticas Inovadoras. No segundo horário, tivemos a oportunidade de escolher uma oficina/mini-curso, sendo esses: Oficina Introdutória de Libras, Um dedinho de Prosa com Mãos de Poesia, A Música como Recurso de Ensino-Aprendizagem Motivador na Aquisição de Uma Segunda Língua e Oficina de Teatro. 
Sobre a experiência na oficina de teatro é estranho falar para vocês como foi essa experiência diferente. Para começar, essa foi uma grande aposta e eu não tinha ideia de como iria acontecer. Quando se trata de teatro eu sou o artista que prefere ficar atrás das cortinas. Então, chegar atrasada em uma sala com conhecidos e desconhecidos e começar a me alongar para algo que não sabia o que era.. me assustou. Eu tenho que admitir que foi inofensivo e bem divertido o exercício de evitar esbarrar nas outras pessoas, enquanto pulávamos, tocávamos no chão ou “caíamos” e ainda esboçar um sentimento falando uma música. Talvez essas coisas simples tenham sido significativas porque não precisávamos estar alí e escolhemos estar, mesmo sem saber o que iria acontecer. 


(Foto/reprodução: Julia Silva)
Aconteceram muitas coisas aquele dia, morangos com creme e portas batendo, se tornará em algo nostálgico.  


MATÉRIA:
Repórtes: Lucas Rodrigues Santos, 4° e Júlia Silva, 6° / Editora: Elys Lavínia, 6º/ Fotográfa: Lilia Maria, 6º.
Postagem e organização da matéria: Lívia Monielly, 8º.


DEMOCRACIA E CIDADANIA

     

     No dia 03 de agosto a Universidade Federal de Alagoas, Unidade Palmeira dos Índios, sediou o evento Democracia e Cidadania, uma roda de conversa com um debate sólido e efetivo com o professor e advogado Dr. Basile Christopoulos.

     O evento foi de extrema importância, especialmente diante do cenário político atual, justamente por estarmos a alguns meses que antecedem mais uma eleição presidencial no Brasil. Lugares em que hajam esses debates estão cada vez mais escassos, visto que poucos cidadãos apresentam interesse para discussão de conceitos e práticas de democracia e cidadania. É extremamente importante que tais momentos sejam evidenciados e assistidos para que não apenas enquanto seres humanos, mas especialmente enquanto acadêmicos e futuros profissionais que haverão de lidar com um público diverso, sejamos bem informados.

      O debate colocado em pauta pelo professor Basile deu a oportunidade de se repensar historicamente todo o processo de democracia no nosso país e ressignificar nossa cidadania atualmente, sabendo que é de extrema urgência que todos os cidadãos exerçam sua cidadania e busquem sempre seus direitos, jamais se prendendo a falsas ideologias e a notícias infundadas, que mais servem enquanto instrumentos de manipulação que de informação.

     Que estejamos todos atentos a nossa própria história e momento atual, exercendo sempre a nossa cidadania.



(Fotografia/Letícia Guerra)

Reportagem:
Repórteres: Handryelly Lima, 6° período/Letícia Guerra, 6°/ Editora: Elys Lavínia, 6° período/
Revisor: Lucas Rodrigues, 4°/Editora chefe: Haida Ramalho, 6°/Fotógrafa: Letícia Guerra, 6°
Postagem e organização da matéria: Lívia Monielly, 8° período.





COMO PENSAR O AUTISMO NO SÉCULO XXI?




   A UFAL - Unidade Palmeira dos Índios, através da Comissão de Eventos, Cultura e Formação realizou no dia 18 de Maio o evento “Como pensar o autismo no século XXI?”. O evento se deu através de uma roda de conversa sobre o TEA – Transtorno do Espectro Autista, tendo como base a teoria psicanalítica lacaniana.

  Os palestrantes foram os psicólogos Ellis Roberta Duarte Platero e Januário Marques de Lima Neto, que proporcionaram um momento de muita riqueza e troca de experiências. Fizeram ainda um apanhado histórico da psicanálise, abordando sua trajetória, bem como trazendo as questões políticas e críticas sobre o autismo.


   Em suas práticas profissionais pautadas na escola de orientação lacaniana, os palestrantes ressaltaram como é essencial que se escute o autista em suas diversas formas de comunicação, que nem sempre é verbal, pois todos têm algo a dizer; há um corpo que fala, há uma voz que pode não ser uma enunciação. Ou seja, pode não estar sendo feita na tentativa de se comunicar, de forma que há um gozo na voz do autista que eles não querem abrir mão, e essa voz está presente, não é delirante (como na esquizofrenia, por exemplo). Em seguida, afirmaram que “o autista é mestre de sua própria linguagem”, mas isso não os liga necessariamente ao campo social. É importante que haja lugar para as construções particulares de cada um, pois é a partir disso que o trabalho será desenvolvido. Assim sendo, é imprescindível escutar e perceber o que eles estão apresentando.



     Com relação ao famoso objeto, afirmam que o mesmo é essencial para o tratamento, que a partir dele é possível fazer algumas construções e que a retirada do mesmo pode gerar situações desastrosas, na medida em que quando não se tem o objeto, o sintoma vai para o corpo, sendo o próprio objeto um apaziguador dessa angústia. Uma porta entre a solidão e o nosso campo. No entanto, é possível fazer um deslocamento desse objeto que se dará sob transferência e em tratamento no tempo do próprio sujeito. 

Os palestrantes ainda fizeram apontamentos acerca das críticas, desconstruindo conceitos equivocados; trouxeram reflexões sobre a era da medicalização, afirmando que, nos dias de hoje, pouco se fala e muito se medica, fazendo com que o lugar da fala se perca. Por fim, muitas experiências foram relatadas e houve uma troca rica de saberes e vivências, onde ficou explícito o quanto é importante conhecer sobre o autismo, suas implicações e adotar práticas de cuidado que não limitem o sujeito, mas que os ajudem a se desenvolver.







      Ellis e Januário são psicanalistas praticantes e coordenam, juntos, a atividade Psicanálise e Autismo, que funciona uma quinta por mês, em Maceió. Quem se interessar, pode entrar em contato com ambos para participar e/ou conhecer melhor. Para mais informações entrar em contato pelo e-mail: rumaebp@gmail.com.



 Também convidam a todos e todas a participarem das transmissões da Escola Brasileira De Psicanálise – Seção PE, que ocorre em Recife – PE. Vale salientar que há transporte saindo de Maceió.

(Flyer do próximo encontro)

Matéria:
Repórter: Handryelly Lima, 6º período / Colaboração: Lívia Monielly, 7º período / Editora: Elys Lavínia, 6° período / Revisor: Lucas Rodrigues, 4º período / Editora – chefe: Haída Ramalho, 6º período / Fotógrafa colaboradora: Aryana Lorrayne, 7º período. 

Quer comentar nesse post? (Clique aqui)

Quer ver mais posts? Visite nosso blog (clique aqui).

50 anos de maio de 1968: o que restou da utopia?




     Nos dias 07, 08 e 09 de maio aconteceu, na unidade da UFAL de Palmeira dos Índios, o evento intitulado “50 anos de maio de 1968: o que restou da utopia?”, organizado pelo projeto de pesquisa e extensão Cultura em Movimento, que tem como coordenador o prof. Dr. Mayk Andreele do Nascimento.

   Na segunda-feira, 07, foi ministrada pela manhã a palestra: “1968 e o ano que não acabou”, com o professor de História e mestre em Educação pela UFPB José Ronaldo, debatendo os protestos estudantis ocorridos na França, os motivos que desencadearam tais movimentos e a repercussão mundial, especialmente no Brasil. 




   À tarde, iniciou a oficina de Teatro, Juventude e Rebeldia, mediada pela doutoranda em mediações culturais da Escola de Comunicação da UFRJ, Bruna Távora, e pelo ator e mestrando em cinema da UFS, Gladson Junior. Expressões corporais, imaginação, criatividade, utilização do espaço e interação de grupo foram algumas das atividades desenvolvidas junto com estudantes de psicologia, serviço social e também de não discentes da Unidade. Ao mesmo tempo acontecia a roda de conversa “Quando as ideias voltam a ser perigosas...”: Anarquismo e Socialismo em tempos de revolta, com o estudante de História e militante da Federação Anarquista Palmares, Hermes Rodrigues.



   Continuando na terça-feira com “Café, poesia e prosa: conversas sobre arte, poesia marginal e transgressão”, mediada pela prof. Dra. Márcia Félix, da UFRPE, e uma recitação poética do grupo Literânima, do campus Garanhuns da Universidade, fundado em 2011. Além da equipe, estudantes e professores da Unidade escolheram e recitaram poemas de autores e temas distintos. A tarde prosseguiu com a oficina de teatro e a mostra de cinema e subversão, com o filme “Aconteceu em Woodstock”, direção de Ang Lee e Emile Hirsch.





   Às 10h da quarta-feira houve mais uma mostra de cinema, desta vez com o filme Evoé, de Elaine César e Tadeu Jungle, apresentando depoimentos e imagens históricas do diretor, ator e dramaturgo José Celso Martinez Corrêa.

   À tarde, a roda de conversa “Caminhos do Feminismo: Coletivos Feministas de Alagoas” prosseguiu com a participação de Lorraine Marie (Coletivo Articulação Feminista do Agreste), Sandra Sena (Coletivo Anti-proibicionista de Alagoas), Simone Lopes (Coletivo Macambira) e do Coletivo Maria Mariá, de Palmeira dos Índios. Na ocasião, foram debatidos dados sobre educação, política, trabalho e o espaço das mulheres no estado de Alagoas.



   Como resultado da oficina de teatro, uma breve apresentação sobre unidade, criação e liberdade sucedeu o debate, seguido da dramatização de Alvandy Frazão sobre resistência e trajetória da população negra. Saraus, shows e performances encerraram a noite com apresentações de Jany Li e da estudante de psicologia Naty Barros, que cantaram letras de Rap; além de abertura do espaço para recitação de poemas.


(Teatro) 


(Alvandy Frazão em "Mingua" )






Matéria: 
Reporter: Lucas Nunes/ Editor: Emerson Victor/  Revisor: Ivanildo Nunes / Editora-Chefe: Haída Ramalho
Fotógrafa: Lília Maria/ Fotógrafo colaborador: Roberto Albuquerque


Acesse nosso blog para ter acesso a outras matérias:  ( clique aqui )