O Primeiro Momento
Lucas Rodrigues Santos
A primeira mesa começou às 08:30h e teve como
tema “Educação no campo: abrindo cercas e construindo novos caminhos”. A mesa
foi composta pelo professor Lucas Pereira (Psicólogo, Mestrado em educação
brasileira), Priscilla (licenciatura em matemática), Mayra Queiroz (professora
da UFAL, mestra em Serviço Social). Priscilla começou sua fala agradecendo o
convite e destacou que o contexto onde a escola está inserido é muito
importante e que é preciso desconstruir o conceito de que escola do campo é
pior que escola da zona urbana. Disse também que é necessário que a educação
seja contextualizada, é preciso que o filho do campo saiba que seu pai que
trabalha na roça é também importante. Afirmou que o saber popular é muito
importante e que, junto com o conhecimento científico, só tende a enriquecer
mais o próprio conhecimento.
Após a fala de Priscilla, o professor Lucas
tomou a palavra e afirmou que a ideologia de que o rural é o atrasado e o
urbano é o moderno sempre foi propagada pelas escolas urbanas, gerando estranheza
entre os alunos. As escolas do campo, segundo o professor, seriam aquelas
situadas em áreas rurais ou aquelas situadas em áreas urbanas e que atendem
predominantemente a população rural. Citou a importância de Paulo Freire em A Pedagogia do Oprimido para entender a
educação como práticas da liberdade
Foi perguntado em seguida por um aluno acerca da questão da escola sem partido, e foi respondido que isso não é possível, mas é do interesse do capitalismo que isso ocorra para que não haja reflexão da classe desfavorecida.
| Palestrantes da 1º mesa recebendo seus brindes por parte da organização do evento (Foto/reprodução: Lília Maria) |
Em seguida a professora de Artes, Dayane Teles,
mostrou sua inovação em sala de aula, dentre algumas: publicação dos escritos
dos alunos fazendo com que se sintam valorizados; trabalho com música, pintura,
escultura, cinema, entre outros; trabalho com fotografias com os alunos
promovendo seus trabalhos; projetos de debates em aula; corais natalinos;
espetáculos e vários outros projetos.
Assim acabaram as discussões do período da
manhã. Foi uma manhã bem rica, cheia de novidades e reflexões sobre a educação
no campo e sobre práticas inovadoras da educação que podem ser desenvolvidas
por alunos com ajuda de profissionais.
O Segundo Momento
Júlia Silva
Além das mesas que, durante a manhã, compuseram uma ótima discussão acerca de Educação e Práticas Inovadoras. No segundo horário, tivemos a oportunidade de escolher uma oficina/mini-curso, sendo esses: Oficina Introdutória de Libras, Um dedinho de Prosa com Mãos de Poesia, A Música como Recurso de Ensino-Aprendizagem Motivador na Aquisição de Uma Segunda Língua e Oficina de Teatro.
Sobre a experiência na oficina de teatro é estranho falar para vocês como foi essa experiência diferente. Para começar, essa foi uma grande aposta e eu não tinha ideia de como iria acontecer. Quando se trata de teatro eu sou o artista que prefere ficar atrás das cortinas. Então, chegar atrasada em uma sala com conhecidos e desconhecidos e começar a me alongar para algo que não sabia o que era.. me assustou. Eu tenho que admitir que foi inofensivo e bem divertido o exercício de evitar esbarrar nas outras pessoas, enquanto pulávamos, tocávamos no chão ou “caíamos” e ainda esboçar um sentimento falando uma música. Talvez essas coisas simples tenham sido significativas porque não precisávamos estar alí e escolhemos estar, mesmo sem saber o que iria acontecer.
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| (Foto/reprodução: Julia Silva) |
MATÉRIA:
Repórtes: Lucas Rodrigues Santos, 4° e Júlia Silva, 6° / Editora: Elys Lavínia, 6º/ Fotográfa: Lilia Maria, 6º.
Postagem e organização da matéria: Lívia Monielly, 8º.

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