II Encontro Interdisciplinar do Semiárido Alagoano




         O Primeiro Momento
                           Lucas Rodrigues Santos

A primeira mesa começou às 08:30h e teve como tema “Educação no campo: abrindo cercas e construindo novos caminhos”. A mesa foi composta pelo professor Lucas Pereira (Psicólogo, Mestrado em educação brasileira), Priscilla (licenciatura em matemática), Mayra Queiroz (professora da UFAL, mestra em Serviço Social). Priscilla começou sua fala agradecendo o convite e destacou que o contexto onde a escola está inserido é muito importante e que é preciso desconstruir o conceito de que escola do campo é pior que escola da zona urbana. Disse também que é necessário que a educação seja contextualizada, é preciso que o filho do campo saiba que seu pai que trabalha na roça é também importante. Afirmou que o saber popular é muito importante e que, junto com o conhecimento científico, só tende a enriquecer mais o próprio conhecimento.

Após a fala de Priscilla, o professor Lucas tomou a palavra e afirmou que a ideologia de que o rural é o atrasado e o urbano é o moderno sempre foi propagada pelas escolas urbanas, gerando estranheza entre os alunos. As escolas do campo, segundo o professor, seriam aquelas situadas em áreas rurais ou aquelas situadas em áreas urbanas e que atendem predominantemente a população rural. Citou a importância de Paulo Freire em A Pedagogia do Oprimido para entender a educação como práticas da liberdade

Em seguida, Mayra Queiroz destacou a importância de entender Marx para compreender o papel da educação como aparelho ideológico do Estado, e como é possível ensinar diferente da vontade do burguês. Segundo ela, a pobreza começa a chegar na escola, então os alunos necessitam de merenda, pois a fome afeta a aprendizagem e por isso também acontecem as repetências. Disse ainda que tem aberto muitos novos cursos particulares e por incrível que pareça é a classe trabalhadora explorada que estuda e trabalha o dia todo para pagar os estudos, por isso muitos não conseguem nem concluir o curso.


Foi perguntado em seguida por um aluno acerca da questão da escola sem partido, e foi respondido que isso não é possível, mas é do interesse do capitalismo que isso ocorra para que não haja reflexão da classe desfavorecida.




Palestrantes da 1º mesa recebendo seus brindes por parte da organização do evento
(Foto/reprodução: Lília Maria)













O tema da segunda mesa foi “Práticas Inovadoras em Educação”, composta por Naira (monitora do NAC/ graduanda em psicologia na UFAL), Dayane Teles (Professora de Artes), e Juviniano Vanderley (Professor de matemática/ robótica EPIAL) que trouxe seus dois alunos José Gilson e José Genildo para apresentarem seu projeto.


   Naira começou falando do NAC (Núcleo de acessibilidade da UFAL) que foi criado em 2013 em Maceió e 2017 em Arapiraca, e quem recebe o serviço em Arapiraca são dois alunos; um de administração (surdo-cego) e um de física (paralisia cerebral severa). Os membros do NAC são apoiadores. Naira destacou os pontos positivos que são a união entre eles e a atenção com as necessidades dos estudantes necessitados. Os pontos negativos são a falta de sala e a falta de um computador acessível para o aluno. Disse ainda que poucos são os que se inscrevem para serem apoiadores ainda que ganhem bolsa para cumprirem essa tarefa. Naira destacou ainda o quanto a participação no NAC agregou valores e experiências positivas em sua vida

Em seguida a professora de Artes, Dayane Teles, mostrou sua inovação em sala de aula, dentre algumas: publicação dos escritos dos alunos fazendo com que se sintam valorizados; trabalho com música, pintura, escultura, cinema, entre outros; trabalho com fotografias com os alunos promovendo seus trabalhos; projetos de debates em aula; corais natalinos; espetáculos e vários outros projetos.

Após a fala da Dayane, o professor Juviniano tomou a palavra e apresentou seu trabalho em que mistura estudos com diversão agregando diversas áreas, tais como: Engenharia elétrica, Engenharia de programação, entre outros. Os dois alunos, José Gilson e José Genildo, apresentaram um projeto cuja intenção é ajudar um cadeirante da escola EPIAL. 

Eles desenvolveram um elevador que é acionado via bluetooth onde só o cadeirante teria acesso por meio do seu celular. Relataram que esse projeto ao ser desenvolvido poderia ser usado por empresas, disponibilizando apenas para alguns funcionários de determinados andares e fazendo com que os visitantes só vissem e pudessem ter acesso aos andares cujos botões estivessem no elevador, então os botões para andares específicos não estariam no elevador, sendo acessível apenas pelo celular.

Palestrantes da 2º mesa com seus brindes e respectivos certificados
(Foto/reprodução: Lília Maria)

  Assim acabaram as discussões do período da manhã. Foi uma manhã bem rica, cheia de novidades e reflexões sobre a educação no campo e sobre práticas inovadoras da educação que podem ser desenvolvidas por alunos com ajuda de profissionais.


     O Segundo Momento 
            Júlia Silva 

Além das mesas que, durante a manhã, compuseram uma ótima discussão acerca de Educação e Práticas Inovadoras. No segundo horário, tivemos a oportunidade de escolher uma oficina/mini-curso, sendo esses: Oficina Introdutória de Libras, Um dedinho de Prosa com Mãos de Poesia, A Música como Recurso de Ensino-Aprendizagem Motivador na Aquisição de Uma Segunda Língua e Oficina de Teatro. 
Sobre a experiência na oficina de teatro é estranho falar para vocês como foi essa experiência diferente. Para começar, essa foi uma grande aposta e eu não tinha ideia de como iria acontecer. Quando se trata de teatro eu sou o artista que prefere ficar atrás das cortinas. Então, chegar atrasada em uma sala com conhecidos e desconhecidos e começar a me alongar para algo que não sabia o que era.. me assustou. Eu tenho que admitir que foi inofensivo e bem divertido o exercício de evitar esbarrar nas outras pessoas, enquanto pulávamos, tocávamos no chão ou “caíamos” e ainda esboçar um sentimento falando uma música. Talvez essas coisas simples tenham sido significativas porque não precisávamos estar alí e escolhemos estar, mesmo sem saber o que iria acontecer. 


(Foto/reprodução: Julia Silva)
Aconteceram muitas coisas aquele dia, morangos com creme e portas batendo, se tornará em algo nostálgico.  


MATÉRIA:
Repórtes: Lucas Rodrigues Santos, 4° e Júlia Silva, 6° / Editora: Elys Lavínia, 6º/ Fotográfa: Lilia Maria, 6º.
Postagem e organização da matéria: Lívia Monielly, 8º.


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